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| janelas quebradas nas empresas |
A
teoria das Janelas Quebradas foi apresentada a primeira vez em março de
1982 pelos criminologistas James Q. Wilson e George L. Kelling no
artigo “Broken Windows”, publicado pela revista Atlantic Monthly.
Estes Senhores defendiam em sua teoria que pequenos delitos deveriam
ser veementemente combatidos, o que daria uma espécie de recado à
sociedade como um todo de uma política de tolerância zero, evitando
assim a prática de crimes de maior gravidade.
Para
exemplificar a sua teoria, Wilson e Kelling utilizaram a imagem de um
edifício que, repentinamente, aparece com uma janela quebrada sem que
ninguém cuide de repará-la por um longo período de tempo. As pessoas que
por ali passam diariamente receberão o “recado” de que não há ninguém
responsável por aquele local e que, se uma janela permanece quebrada por
tanto tempo, outros danos de maior relevância também serão tolerados,
tais como pichações, outras depredações ou até mesmo uma futura
apropriação do local.
Então,
nesse momento, você pode se perguntar: como essa teoria pode ser
aplicada ao mundo dos negócios? Michael Levine, autor do livro
Tolerância Zero Nas Empresas, elenca um sem número de Janelas Quebradas e
suas consequências nas empresas. O autor começa elencando cinco
quesitos sobre a percepção que o cliente tem da empresa versus a
realidade que esta apresenta, quais são eles:
1. É
a percepção que o cliente tem de sua empresa que determinará seu nível
de lealdade. Cometa um erro e poderá prejudicar essa percepção: A
percepção que temos sobre as coisas não é uma ação que demande um
esforço grande de imaginação, mas é proveniente de conexões lógicas que
fazemos quase que automaticamente a partir de atributos tangíveis aos
quais temos acesso como instalações, equipamentos, funcionários etc.
2. Pequenas coisas significam muito: Se,
por exemplo, embarcamos num avião e ao sentarmos na poltrona notamos
que o braço do assento está solto, a mesinha não trava direito, e o
forro está encardido, automaticamente poderemos começar a imaginar em
quais condições está o motor da aeronave e se o voo que estamos prestes a
realizar é realmente seguro. Depois de tais divagações, no futuro,
provavelmente pensaremos duas vezes antes de optar por viajar com essa
companhia aérea novamente.
3. É melhor consertar Janelas Quebradas antes que quebrem:
É fundamental estarmos sempre atentos às Janelas com potencial de
quebra, e às consequências que esse incidente pode trazer aos nossos
negócios. Se, por exemplo, o gerente nota que o comportamento de um
determinado funcionário torna-se mais agressivo para com os colegas e
superiores. Então o gerente deve agir no sentido de prevenir que esse
funcionário reaja de maneira inapropriada frente a uma solicitação ou a
uma reclamação de um cliente, o que poderia ferir mortalmente a
percepção que o referido cliente tem da empresa.
4. Mascarar a verdade é o que denuncia: Fato
popularmente conhecido como desculpa esfarrapada. Diante da
identificação de uma janela quebrada e de uma situação possivelmente
embaraçosa provocada por isso, o melhor que temos a fazer é enfrentar os
fatos, admitir a responsabilidade e resolver o problema. Tentar “tapar o
sol com a peneira” pode ser mais desastroso do que o problema inicial
em si, gerando mais insatisfação ao cliente que foi vítima do escorregão
da companhia.
5. A obsessão com os detalhes é essencial:
Como podemos então manter uma boa percepção dos clientes a respeito da
nossa empresa e evitar, de todas as formas, que esta seja mudada? Apenas
estando atentos aos detalhes que, como foi dito anteriormente, podem
modificar toda a forma como o cliente enxerga a empresa, trazendo
prejuízos futuros caso essa mudança de visão seja negativa.
E
agora, já conseguiu enxergar as suas Janelas Quebradas ou mesmo aquelas
que estão prestes a quebrar? Então mãos a obra, aperte os parafusos,
cole melhor os vidros e ajuste as travas para que a qualidade da entrega
dos seus produtos e serviços possa ser percebida pelos seus clientes em
todos os aspectos do contato com a sua empresa.
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